A palavra do Presidente

Soberania

No dia 10 de setembro deste ano, por volta das 06h30 da manhã, assisti pela Globo News imagens que, desgraçadamente, já se tornaram rotina no Rio de Janeiro e há anos vêm se espalhando por todo o país. Na Cidade de Deus, ainda ardia um baile funk. “Soldados”do narcotráfico, fortemente armados com fuzis privativos das Forças Armadas, “policiavam”ostensivamente a mixórdia. Um Estado criminoso dentro do Estado Federal brasileiro. Somente um alienado completo não vê que o problema da segurança pública que assombra a nação já se transformou, de muito tempo, em perda da soberania do próprio Estado Federal. 
Já são 62 mil brasileiros assassinados neste ano, dentre eles 70 policiais combatendo em defesa da sociedade.
Uma permanente e inominável vergonha, uma perversa metástase do desmonte dos valores históricos e culturais da nacionalidade. 
Até quando, feito gado indo para o matadouro, o povo brasileiro tolerará tal degradação? 7 de outubro vem aí, é hora da virada.
 
Rui da Fonseca Elia
Vice-Almirante (Ref) – Presidente do Clube Naval.

Relação de painéis e palestras 2017/2018

Ao longo do últimos oito  meses, tem sido implementado mensalmente, na Sede Social,  um Programa de Palestras e Debates sobre temas  relevantes que têm despertado grande interesse por parte dos  associados . Tal programa está em consonância com o artigo 8º do Estatuto do Clube Naval que estabelece ser  uma das finalidades do Clube “promover o aprimoramento cultural e técnico-profissional dos sócios”. Além disso, tal atividade rotineira contribui para a consolidação de uma cultura de defesa nacional entre as pessoas não pertencentes ao Quadro Social convidadas para participar dos eventos. Segue-se uma relação dos painéis e palestras já realizados.

 

 Outubro de 2017.  “Construção de Navios-Patrulha para a Marinha do Brasil”,
Dr. Sérgio Bacci, representante do SINAVAL;
CAlte (EN) Liberal Enio Zanellato, Diretor do AMRJ; e
CMG (RM1) José Vanni Filho, representante da EMGEPRON.

Novembro de 2017. “Presença das Forças Armadas no Haiti”
General de Exército (Ref) José Elito Carvalho Siqueira
Alte Esq. Eduardo Monteiro Lopes; e
CAlte (FN) Renato Rangel Ferreira.

Março de 2018.  “A Crise Moral e Ética no Brasil”.
Professor Doutor Paulo Milani, Membro do Corpo Permanente da ESG; e
CMG (Ref-FN) Ribeiro, Instrutor de Liderança e Moral e Ética da Escola Naval

Abril de 2018. “Garantia da Lei e da Ordem: Aspectos Jurídicos e Militares”.
VAlte (Ref) Rui da Fonseca Elia, Presidente do Clube Naval; e
CAlte (FN) Carlos Chagas, Comandante do CIASC

Maio de 2018. “Educação Financeira”.
CMG (Refº - IM) Luiz Paulo Guimarães

Junho de  2018. “Programa de Desenvolvimento de Submarinos” e “Programa Nuclear da Marinha”.
Alte. Esq. Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior -  Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha.

Julho de 2018.  Painel “Porta-Helicópteros Multipropósito Atlântico, o Novo Capitânea da Esquadra”
C Alte  Alexandre Rabello de Faria – Comandante da Força de Superfície; e
C Alte  Denilson Medeiros Nôga – Comandante da Força Aeronaval.

Agosto de 2018. Palestra “A Problemática Amazônica”
General de Exército (Ref) General de Exército (Ref) Luiz Gonzaga Schroeder Lessa. Ex-Presidente do Clube Militar e ex-Comandante Militar da  Amazônia.

Há 13 anos ... (matéria publicada no JB no dia 02 de outubro de 2005)

Publicada no JB - dia 02 de outubro de 2005.
Na Segunda Guerra Mundial, enquanto as democracias amedrontadas propunham o desarmamento, o apaziguamento e os acordos desonrosos, mais prosperavam a arrogância e a violência de Hitler. Quando perceberam que precisavam usar o legítimo direito da força, o mundo mergulhou nos horrores da guerra. A política de leniência, contemporização e passividade em face da crescente violência urbana, ora adotada pelo governo federal, vai por igual caminho. Em vez do uso das medidas para a defesa do Estado democrático, que se encontram especificadas na Constituição, nossos dirigentes preferem, por absoluta falta de determinação política, iludir o povo e propor o desarmamento dos homens de bem e deixando os criminosos cada vez mais bem armados.
Rui da Fonseca Elia
Vice-Almirante (Ref) – Presidente do Clube Naval.

11 de junho - Sessão Magna

Rio de Janeiro, 11 de junho de 2018.

11 de Junho - Sessão Magna

Com muita emoção, acabamos de assistir a patriótica narrativa do Sr. Capitão-de-Mar-e-Guerra Aldo Raposo Neves - Chefe do Gabinete do Presidente do Clube Naval - e acolhemos, agradecidos e com muito orgulho, as palavras do Exmo. Sr. Comandante da Marinha Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar  Leal Ferreira.
     
Desde quando aceitei a minha candidatura para o honroso cargo de presidente do Clube Naval, tenho ressaltado, em várias oportunidades, uma singular característica deste Clube que o distingue de outras associações  Ou seja, todas as suas atividades - nos segmentos social, esportivo, recreativo ou histórico-cultural - são permeadas pelos imorredouros valores morais e históricos da nacionalidade e da carreira naval que nos foram transmitidos em nossas escolas de formação por aqueles que nos precederam.
 
O Clube Naval, ainda que seja uma sociedade civil de direito privado, integra, em seu quadro de sócios efetivos, oficiais da ativa, da reserva e reformados da Marinha do Brasil e seus familiares. Daí a nossa crença de sermos uma parte indissolúvel da Marinha, e dessa forma, depositários de seus mesmos valores.
 
Por outro lado, lamentavelmente, assistimos nos dias de hoje grupos sociais minoritários, porém organizados e estridentes, tentando inocular no seio do nosso povo a descrença nos parâmetros tradicionais de referência com o passado, não faltando, por vezes, um calunioso e intempestivo revanchismo contra as Instituições Militares, sabe-se lá com que apequenados desideratos ideológicos.
 
Neste clima de incerteza de valores, creio oportuno ressaltar um alerta do Comandante da nossa Marinha posto em sua Ordem do Dia alusiva à Data, da qual peço vênia a S. Excelência para aqui reproduzir um de seus parágrafos. Disse o Comandante da Marinha, in verbis: “Nesses tempos incertos e nebulosos, a Pátria navega em mar encapelado, hesitando na busca de um rumo que nos traga maior estabilidade interna e um mínimo de coesão em torno dos grandes objetivos de desenvolvimento econômico e social”.
 
Tenha certeza S. Excelência que na busca de um rumo seguro para os destinos da Pátria o Clube Naval, inspirado nos exemplos de Riachuelo, estará em permanente sintonia com os elevados propósitos da Marinha do Brasil e contribuindo para obtenção daquele mínimo de coesão apontado na Ordem do Dia de hoje. 
 
É por inabalável confiança nos mais nobres destinos da Nação e fé nos tradicionais valores morais da nossa carreira, que o Clube Naval - que hoje também comemora seus 134 anos de existência, anualmente se engalana nesta data, para preservar uma tradicional rotina cívica em preito de respeito e reverência aos bravos marinheiros que no 11 de Junho de 1865 heroicamente lutaram e tombaram em defesa da Pátria. Um basilar paradigma dos Nossos Valores.
 
Honra e glória eternas aos heróis do Riachuelo!
Muito obrigado.
 

Rui da Fonseca Elia
Vice-Almirante (Ref) – Presidente do Clube Naval.

Dossiê Perverso

Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2018.

DOSSIÊ PERVERSO

Uma irresponsabilidade social sem precedentes a maneira açodada e obsessiva com que as Organizações Globo vêm, nos últimos dias, propalando aos quatro ventos a descoberta de um obscuro memorando da Central de Inteligência dos EUA (CIA), redigido nos idos de 1974.

Sem qualquer consistente análise do texto, fazendo letra morta do imprescindível rigor científico e da ética jornalística que devem preceder uma notícia que pretende alterar uma verdade histórica, o suspeito papelucho foi, de forma intempestiva e bombástica, exposto ao público. Impossível não se identificar a intenção de denegrir as Forças Armadas, com estranhos desideratos subliminares.

Desde que renegou a sua adesão de primeira hora ao apoio ao Movimento Cívico-Militar de 1964, que posteriormente continuou a prestar a todos os governos ditos militares, “O Globo”, de forma recorrente, insiste em olhar a história pelo retrovisor, colaborando para a desagregação dos brasileiros e atrapalhando a própria consolidação da nossa incipiente democracia, que tanto alardeia defender.

Tenta reabrir feridas que de muito já deveriam estar cicatrizadas pela Lei da Anistia, lei esta que fora reivindicada pelos mesmos que pretendiam impor ao Brasil, por meios violentos, a ditadura marxista-leninista.

Esquece da irrefutável verdade dos enormes benefícios trazidos ao desenvolvimento nacional pela incontroversa passagem do Brasil da 48ª posição na economia mundial para a 8ª.

Finge deslembrar-se do pacífico processo de redemocratização do país, conduzido pelo honrado General Geisel, o qual, já falecido e sem possibilidade de se defender, insiste agora em denegrir, junto com outros ínclitos chefes militares, estribando-se num suspeito “memorando” alienígena, trazido a lume de afogadilho e que mais parece um perverso dossiê.

Tudo no momento em que o país atravessa uma enorme crise moral, política e econômica, tendo como sua maior metástase a monstruosa insegurança pública que assombra toda a Nação e que já assassina mais de 60 mil brasileiros anualmente. Doença social que jamais poderá ser debelada sem a decisiva participação do patriotismo e do desprendimento das Forças Armadas, as quais, na dicção da Carta Magna, destinam-se “à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

O povo brasileiro está “se lixando” para esse novo e inusitado factóide, eis que antes, durante e depois do Movimento Cívico-Militar de 1964, tem dado às suas Forças Armadas o primeiro lugar nas pesquisas de opinião que indagam sobre quais as instituições nacionais de maior credibilidade.

Qual será de fato o perverso desiderato de tanta insensatez do atual jornalismo da Rede Globo? Por que tanto medo das Forças Armadas?

Algo a ver com as eleições de outubro próximo? Parece-me que sim.

Rui da Fonseca Elia
Vice-Almirante (Ref) – Presidente do Clube Naval.

 

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