A palavra do Presidente

11 de junho - Sessão Magna

Rio de Janeiro, 11 de junho de 2018.

11 de Junho - Sessão Magna

Com muita emoção, acabamos de assistir a patriótica narrativa do Sr. Capitão-de-Mar-e-Guerra Aldo Raposo Neves - Chefe do Gabinete do Presidente do Clube Naval - e acolhemos, agradecidos e com muito orgulho, as palavras do Exmo. Sr. Comandante da Marinha Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar  Leal Ferreira.
     
Desde quando aceitei a minha candidatura para o honroso cargo de presidente do Clube Naval, tenho ressaltado, em várias oportunidades, uma singular característica deste Clube que o distingue de outras associações  Ou seja, todas as suas atividades - nos segmentos social, esportivo, recreativo ou histórico-cultural - são permeadas pelos imorredouros valores morais e históricos da nacionalidade e da carreira naval que nos foram transmitidos em nossas escolas de formação por aqueles que nos precederam.
 
O Clube Naval, ainda que seja uma sociedade civil de direito privado, integra, em seu quadro de sócios efetivos, oficiais da ativa, da reserva e reformados da Marinha do Brasil e seus familiares. Daí a nossa crença de sermos uma parte indissolúvel da Marinha, e dessa forma, depositários de seus mesmos valores.
 
Por outro lado, lamentavelmente, assistimos nos dias de hoje grupos sociais minoritários, porém organizados e estridentes, tentando inocular no seio do nosso povo a descrença nos parâmetros tradicionais de referência com o passado, não faltando, por vezes, um calunioso e intempestivo revanchismo contra as Instituições Militares, sabe-se lá com que apequenados desideratos ideológicos.
 
Neste clima de incerteza de valores, creio oportuno ressaltar um alerta do Comandante da nossa Marinha posto em sua Ordem do Dia alusiva à Data, da qual peço vênia a S. Excelência para aqui reproduzir um de seus parágrafos. Disse o Comandante da Marinha, in verbis: “Nesses tempos incertos e nebulosos, a Pátria navega em mar encapelado, hesitando na busca de um rumo que nos traga maior estabilidade interna e um mínimo de coesão em torno dos grandes objetivos de desenvolvimento econômico e social”.
 
Tenha certeza S. Excelência que na busca de um rumo seguro para os destinos da Pátria o Clube Naval, inspirado nos exemplos de Riachuelo, estará em permanente sintonia com os elevados propósitos da Marinha do Brasil e contribuindo para obtenção daquele mínimo de coesão apontado na Ordem do Dia de hoje. 
 
É por inabalável confiança nos mais nobres destinos da Nação e fé nos tradicionais valores morais da nossa carreira, que o Clube Naval - que hoje também comemora seus 134 anos de existência, anualmente se engalana nesta data, para preservar uma tradicional rotina cívica em preito de respeito e reverência aos bravos marinheiros que no 11 de Junho de 1865 heroicamente lutaram e tombaram em defesa da Pátria. Um basilar paradigma dos Nossos Valores.
 
Honra e glória eternas aos heróis do Riachuelo!
Muito obrigado.
 

Rui da Fonseca Elia
Vice-Almirante (Ref) – Presidente do Clube Naval.

Dossiê Perverso

Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2018.

DOSSIÊ PERVERSO

Uma irresponsabilidade social sem precedentes a maneira açodada e obsessiva com que as Organizações Globo vêm, nos últimos dias, propalando aos quatro ventos a descoberta de um obscuro memorando da Central de Inteligência dos EUA (CIA), redigido nos idos de 1974.

Sem qualquer consistente análise do texto, fazendo letra morta do imprescindível rigor científico e da ética jornalística que devem preceder uma notícia que pretende alterar uma verdade histórica, o suspeito papelucho foi, de forma intempestiva e bombástica, exposto ao público. Impossível não se identificar a intenção de denegrir as Forças Armadas, com estranhos desideratos subliminares.

Desde que renegou a sua adesão de primeira hora ao apoio ao Movimento Cívico-Militar de 1964, que posteriormente continuou a prestar a todos os governos ditos militares, “O Globo”, de forma recorrente, insiste em olhar a história pelo retrovisor, colaborando para a desagregação dos brasileiros e atrapalhando a própria consolidação da nossa incipiente democracia, que tanto alardeia defender.

Tenta reabrir feridas que de muito já deveriam estar cicatrizadas pela Lei da Anistia, lei esta que fora reivindicada pelos mesmos que pretendiam impor ao Brasil, por meios violentos, a ditadura marxista-leninista.

Esquece da irrefutável verdade dos enormes benefícios trazidos ao desenvolvimento nacional pela incontroversa passagem do Brasil da 48ª posição na economia mundial para a 8ª.

Finge deslembrar-se do pacífico processo de redemocratização do país, conduzido pelo honrado General Geisel, o qual, já falecido e sem possibilidade de se defender, insiste agora em denegrir, junto com outros ínclitos chefes militares, estribando-se num suspeito “memorando” alienígena, trazido a lume de afogadilho e que mais parece um perverso dossiê.

Tudo no momento em que o país atravessa uma enorme crise moral, política e econômica, tendo como sua maior metástase a monstruosa insegurança pública que assombra toda a Nação e que já assassina mais de 60 mil brasileiros anualmente. Doença social que jamais poderá ser debelada sem a decisiva participação do patriotismo e do desprendimento das Forças Armadas, as quais, na dicção da Carta Magna, destinam-se “à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

O povo brasileiro está “se lixando” para esse novo e inusitado factóide, eis que antes, durante e depois do Movimento Cívico-Militar de 1964, tem dado às suas Forças Armadas o primeiro lugar nas pesquisas de opinião que indagam sobre quais as instituições nacionais de maior credibilidade.

Qual será de fato o perverso desiderato de tanta insensatez do atual jornalismo da Rede Globo? Por que tanto medo das Forças Armadas?

Algo a ver com as eleições de outubro próximo? Parece-me que sim.

Rui da Fonseca Elia
Vice-Almirante (Ref) – Presidente do Clube Naval.

 

Falecimento

O Presidente do Clube Naval comunica, com grande pesar, o falecimento do V Alte (IM) Estanislau Façanha Sobrinho, ocorrido no dia 09 de maio de 2018. 
Apresenta ainda o sentimento de solidariedade aos seus familiares. 

Salve o Movimento Cívico-Democrático de 1964!

Em 27 de março de 2018

SALVE O MOVIMENTO CÍVICO-DEMOCRÁTICO DE 31 DE MARÇO DE 1964!
O regime cívico-militar, excepcional e temporário, que se instalou no Brasil em 31 de março de 1964, veio no bojo de um irrecusável chamamento da maioria esmagadora do povo brasileiro, pelos segmentos mais representativos da sociedade. 
No âmbito da sociedade das nações vicejava uma perigosa bipolaridade ideológica, o chamado conflito Leste-Oeste, ou Guerra Fria. Em tal cenário, haveria de se optar ou pela liberdade ou pelo regime do partido único, do chefe único, da imprensa única, do pensamento único, enfim, da obtusidade absolutamente única. Obtusidade esta, nunca aderida pelo povo brasileiro, eis que embasada num pretensioso materialismo científico de origem marxista, em evidente contradição com os valores histórico-culturais do nosso povo.
Como sempre acontece nos momentos críticos da vida das nações, as Forças Armadas são lembradas e convocadas. Recorde-se as sábias e sempre atuais palavras do eminente e saudoso jurista Miguel Seabra Fagundes, em discurso perante ao então Instituto dos Advogados do Brasil, nos idos de 1947 – tempos de pós-Segunda Guerra Mundial: “As Fôrças Armadas constituem, em todos os Estados, o elemento fundamental da organização coercitiva a serviço do direito [...] São, portanto, os garantes materiais da subsistência do Estado e da perfeita realização dos seus fins.  É em função do seu poderio que se afirmam, nos momentos críticos da vida internacional, o prestígio do Estado e a sua própria soberania”. 
O que veio depois de 1964 foi uma insana luta armada, ao estilo amoral e terrorista do marxismo-leninismo, foi guerra, onde, desgraçadamente, os excessos ocorrem de ambos os lados. Já lá se vão meio-século, mas os rancorosos de sempre, saudosistas do muro de Berlim, recomeçam a cantilena da desagregação, incapazes de compreender que jamais conquistarão o coração do povo brasileiro. 
O povo tem absoluta confiança nas suas Forças Armadas, assim não fosse, não lhes daria, sempre - antes, durante e depois de 1964 - o primeiro lugar nas pesquisas de opinião que indagam sobre qual Instituição Nacional é de maior credibilidade no país.
SALVE O MOVIMENTO CÍVICO-DEMOCRÁTICO DE 1964!
 
Rui da Fonseca Elia
Vice-Almirante (Ref)

Comentários à Constituição do Brasil - Art. 142, que trata das Forças Armadas

Publicada na Revista Marítima Brasileira (RMB), edição 2º Trim. de 2002. Selecionada para a Separata da RMB 2004. Em 2013 foi incluído como “Literatura Selecionada" na obra "Comentários à CONSTITUIÇÃO DO BRASIL" (Saraiva-Almedina-Série IDP, 2013; pag. 1581), nos comentários sobre o Art. 142 da Constituição, que trata das Forças Armadas, sob o “Título V - Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas”. A obra vem sob a coordenação científica dos consagrados constitucionalistas: J.J Gomes Canotilho (Portugal); Gilmar Mendes; Ingo Wolfgang Sarlet e Lenio Streck.

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