Mensagem do Presidente

Vice-Almirante Rui da Fonseca Elia: um vencedor

Ao final da Assembleia Geral Ordinária de 18 de maio passado, mais uma etapa do processo eleitoral, nosso clube conheceu o nome de seu novo presidente: o Almirante Elia passa a ser incluído na longa lista de valorosos chefes navais a ocupar a cadeira de Presidente do Clube Naval.
Com o final da eleição, fomos invadidos por justificada alegria que se deve a diversos motivos. Apenas destaco dois:
- As qualidades do eleito, detentor de invejável carreira na Marinha, onde exerceu diversos cargos com competência, sempre balizado por valores morais e acentuado patriotismo. A esmagadora resposta dos eleitores nada mais representa do que o entendimento geral sobre sua conduta pessoal e profissional; e
- O competente trabalho da Comissão de Eleição que conduziu com serenidade e transparência todo o processo eleitoral.
A alegria fica ainda maior porque o Almirante Elia vai receber um clube que, extremadamente, valoriza sua fundamental vocação social, proporcionando aos associados elevadas dosagens de cultura, lazer e esporte, em encantadores espaços muito bem cuidados.
Administrará, o futuro presidente, uma instituição com um orçamento de R$ 79 milhões e que conta com cerca de 49 mil sócios e 600 funcionários: um clube que vive confortável situação financeira, o que lhe permite equacionar grandes problemas, principalmente aqueles herdados das décadas de 1970 e 1980.
Por fim, terá ele oportunidade de, isoladamente ou juntamente com os demais clubes militares de oficiais, participar da vida política nacional, atento às ameaças à democracia e à liberdade: uma vertente política que faz parte de nossa história desde 1884.
Cumprimentando o Almirante Elia pelo êxito eleitoral, em nome dos associados e empregados, apresento a ele as boas vindas à presidência do Clube Naval.
Que Deus o proteja!

Paulo Frederico Soriano Dobbin
Vice-Almirante (Ref-FN)
Presidente

Eleições no Clube Naval - As fases finais

Meu caro associado,
Iniciamos hoje uma das últimas fases do processo eleitoral em nosso clube: a votação.
Depois dela, virão a proclamação do vencedor e sua posse.

Até agora foram ultrapassadas as etapas:
- Constituição da Comissão de Eleição (CE) e sua aprovação pela Diretoria;
- Carta dos candidatos ao presidente da CE sobre suas intenções de candidatarem-se, além da relação de integrantes de suas chapas. Na carta, afirmam que cada sócio, incluído na chapa, compromete-se a exercer diligentemente seus cargos;
- Verificação sobre a existência de sócios com menos de cinco anos de admissão e de eventuais inadimplentes nas chapas, exigências estatutárias;
- Publicação final das chapas;
- Início da propaganda oferecida aos candidatos pelo clube: exposição de cartazes nos quadros de avisos e portarias de todas as sedes, contendo mensagens dos candidatos e composição das chapas; espaço em dois boletins mensais para uso dos candidatos; quatro correspondências dos candidatos aos eleitores, sendo três eletrônicas e uma via correio postal aos eleitores.

Prezado sócio,
Você bem sabe que nossas eleições são revestidas de lisura e transparência. Tem sido assim ao longo da centenária história do Clube Naval, porque sempre são elas conduzidas por pessoas honradas, com credibilidade no seio da família naval e legitimadas pelos sócios. É só percorrer a longa lista de antigos presidentes, para confirmar.
Tenho repetido que as eleições constituem-se em momento especial da vida de nosso clube. Uma oportunidade de congraçamento entre pessoas que almejam a vitória, mas que respeitam seus adversários e a instituição  a que pertencem e que desejam dirigir.
Esse, o  perfil esperado dos candidatos e de seus companheiros de chapa.
Diferentemente do que estamos acostumados a assistir em pleitos oficiais no Brasil, em que prevalecem a baixaria e a mentira, nosso processo busca valorizar, nos concorrentes, a honradez e a fidalguia, notáveis características dos autênticos homens do mar.
Desvios de comportamento não podem atravessar nossas portarias. São incompatíveis com nossos ambientes. Com a nossa história.
Jamais vingarão.
Por último, um apelo: participem concretamente desse belo momento com seu voto. Ele legitima o eleito e conforta os demais candidatos.
Compareçam a um dos locais de votação, listados aqui.

Um afetuoso abraço em todos.

Paulo Frederico Soriano Dobbin
Vice-Almirante (Ref-FN)
Presidente

Despedidas

     Em 11 de junho de 2013, assumi o cargo de presidente do Clube Naval. Nas minhas palavras iniciais mostrei todo o meu orgulho em ocupar a mesma cadeira que outros ilustres sócios, oficiais de Marinha, ocuparam. Citei, em nome de todos, o nosso fundador, o então Capitão de Fragata Luís Phillipe de Saldanha da Gama, cuja invejável trajetória de vida foi sempre considerada por nós como um modelo a seguir. Modestamente, tentei seguir suas águas.
     Dois anos depois, fui reeleito, e comentei no ato da posse que se os dois primeiros anos foram considerados, como sendo um período de afirmação administrativa, os anos que se seguiriam seriam o da confirmação.
     E, graças ao bom Deus, realmente o foram.
     Ao final de tudo, torna-se forçoso reconhecer que minhas metas foram atingidas e que o nosso clube alcançou um patamar de excelência tal que o qualifica como um dos melhores do Rio de Janeiro. Se não, o melhor.
     As nossas três sedes estão exuberantes, bem cuidadas, modernizadas e voltadas permanentemente na busca de inovações para oferecer aos associados lazer, cultura e esportes em espaços dignos e seguros.
     Os grandes e preocupantes problemas foram resolvidos ou equacionados: cito a antiga questão do certificado de filantropia que redundou em multas aplicadas pela Receita Federal na ordem de R$ 26 milhões e no acordo subsequente que estamos honrando sem dificuldades; destaco, também, o acordo em vias de ser firmado entre o Clube Naval (CHI) e  a Caixa Econômica Federal (FGTS) que afastará definitivamente quaisquer riscos  contra a integridade de nosso valioso patrimônio.
     Em resumo, tenho a satisfação de afirmar que o Clube Naval, como um todo, hoje goza de invejável saúde financeira.
     A nossa face assistencial (CHI e CABENA) foi robustecida, tendo-se ampliado as ofertas de serviços que, em última análise, permitem a mitigação dos injustos problemas que a família naval padece, em face dos perversos salários destinados aos militares.
     Nossa vertente política, que nasceu com o clube há 133 anos, foi incrementada: juntamente com o Clube Militar e o Clube de Aeronáutica, permanecemos atentos às ameaças à liberdade e à democracia, como acompanhar as medidas da chamada “comissão da verdade” quer impetrando ações na Justiça, quer apoiando juridicamente companheiros injustamente citados em relatórios ideologicamente parciais.
     Em 11 de junho de 2017 também encerrarei uma carreira paralela à que fiz na Marinha.
     Exatamente há quarenta anos, por convite do então presidente do Clube Naval, Almirante Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, assumia a Vice-Diretoria de Esportes Terrestres do Departamento Esportivo. Era eu, então, um jovem Capitão-Tenente. Ao longo desse tempo só me afastei da vida administrativa do clube nos momentos em que encontrava-me servindo à Marinha em locais fora da cidade do Rio de Janeiro. E assim, ainda no serviço ativo, no posto de Vice-Almirante, fui eleito para o cargo de 2º Vice-Presidente. Posteriormente, tive a felicidade de, por dez gratificantes anos, ser o Comodoro do Departamento Esportivo.
     Nesta oportunidade só cabe agradecer a todos aqueles que me ajudaram a concluir com felicidade essas quatro décadas. Nesse universo de pessoas, estão meus diretores com seus talentos e dedicação; os que me honraram ao permitir seus nomes em minhas chapas eleitorais; os mais de 600 funcionários com seus abnegados trabalhos para manter o funcionamento de uma expressiva engrenagem administrativa; e aos sócios,  razão fundamental de tudo, pela compreensão e apoios.
     Ainda agradeço à minha família, na pessoa de Regina que soube compreender as minhas ausências durante todo esse tempo, não me recusando os indispensáveis apoios e aconselhamentos. Sempre na torcida por meu sucesso.
     A ela dedico toda essa bem-sucedida singradura.
     Por fim, elevo a Deus o meu agradecimento maior por me permitir viver momentos inesquecíveis de suprema realização, iluminando os meus caminhos dando-me sabedoria para superar obstáculos que foram muitos.
     Deixo a todos um afetuoso abraço.

 

 

 

Eleições para o Biênio 2017/2019

    Nosso clube já respira intensamente o clima eleitoral. Como me referi em mensagem anterior, um momento muito especial da vida do Clube Naval.
    Inicialmente, cabe-me cumprimentar os dois candidatos pelo desprendimento e pela vontade de servir ao clube e aos seus quase 49 mil associados, entre titulares e dependentes de todas as categorias.
    Ao vencedor do pleito caberá administrar uma instituição centenária, com um orçamento de cerca de R$ 80 milhões e com especificidades consagradas no atendimento prioritário dos anseios de natureza cultural, esportiva e de lazer de seus sócios. Caberá ainda, atender com qualidade, algumas necessidades em um espectro assistencial, de modo a mitigar os perversos efeitos de um salário injusto para os militares. Por fim, cabe incrementar a vocação política que nasceu com o Clube em 1884.
    Novamente faço um apelo aos sócios no sentido de participarem desse momento do Clube: venham votar. Brevemente os locais de votação com as respectivas datas e horários serão amplamente divulgados.
    Participem!
    Boa sorte aos candidatos.

O Processo Eleitoral

      Confirmadas as candidaturas e com a apresentação formal das respectivas chapas passamos a respirar mais intensamente o clima eleitoral em nosso clube. Desde 1884 essa saudável rotina se repete.
      Cabe, pois, destacar o que caberá ao futuro presidente administrar com competência e conhecimento.
      Quando Saldanha da Gama presidiu a primeira sessão magna para empossar sua diretoria, nas instalações provisórias da Biblioteca da Marinha, menos de 60 oficiais assinaram o Livro de Ouro, inscrevendo-se como sócios contribuintes.
      Passados quase 133 anos daquele momento, orgulhosamente podemos constatar que, hoje, o nosso patrimônio é representado por três belíssimas sedes: a social (no Centro), a esportiva (na ilha Piraquê) e a náutica (em Charitas, Niterói), além de dois andares no Edifício Cidade do Rio de Janeiro (na rua Almirante Barroso).
      Para usufruir desses vastos espaços, enfaticamente destinados ao lazer, esportes e cultura, registramos um corpo social com cerca de 48 mil associados, entre titulares e dependentes, considerando-se todas as categorias de sócios.
      E, para fazer funcionar toda essa considerável estrutura, possuímos mais de 700 funcionários.
      Acrescente-se que somos um clube com especiais características que se manifestam em três grandes vertentes: a social, de maior demanda entre os associados e que requer maior empenho da administração para oferecer espaços condizentes com as exigências dos sócios; a vertente assistencial, conduzida pela Carteira Hipotecária e pela Cabena que visa a mitigar persistente dificuldade financeira, causada por uma injusta e incompreensível realidade que degrada os vencimentos dos sócios efetivos, temporários e especiais; e uma vertente política que se faz presente no DNA das sucessivas administrações, desde a primeira, que foi eleita em meio ao clima abolicionista e republicano respirado pela sociedade brasileira de então.
      Tradicionalmente as eleições constituem-se em momento singular de nosso calendário, quando prevalecem o respeito aos adversários, às normas estabelecidas no estatuto, às ordens em vigor e às determinações da Comissão Eleitoral.
      São dias de verdadeira festa, quando o nosso clube fica envolvido por  expressiva atmosfera de democracia e amizade.
      Caro sócio efetivo, convido-o a participar dessa festa com o seu voto em uma das muitas urnas disponíveis em unidades da Marinha, no Rio de Janeiro, nas sedes dos Distritos Navais e em outras localidades. E ainda em nossa Sede Social.

 

 

 

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