A palavra do Presidente

Palavras Iniciais

 
Tendo assumido a Presidência do nosso Clube no dia 11 de junho, inicio uma nova singradura, esperando contar com o apoio de todo o quadro social.
 
Tenho dito em diferentes ocasiões que desejo apenas continuar o trabalho que vem sendo feito pelas administrações anteriores, sem bruscas alterações de rumo.
 
Vamos unificar as atividades de gestão das nossas três sedes (Social, Piraquê e Charitas), sem prejuízo da autonomia administrativa e financeira limitada (como prevê nosso Estatuto). Afinal, o Clube é um só! Essa unidade administrativa será o primeiro dos nossos objetivos.
 
Vamos iniciar um processo de revitalização da nossa Sede Social, sem alterar suas característica tradicionais. Começaremos, em curto espaço de tempo, as indispensáveis obras de modernização dos nossos elevadores, permitindo o acesso ao sétimo andar. Outras providências virão, no aspecto da revitalização. Espero contar com a paciência do nosso quadro social, pois muitas dessas iniciativas afetarão o uso das nossas instalações. 
 
Vamos priorizar a destinação náutica do Charitas, nossa ‘‘saída para o mar’’. Tentaremos realizar grandes atividades veleiras na nossa sede náutica , colocando o Clube Naval (através do Charitas) entre os grandes clubes náuticos. Vamos fazer isso sem prejuízo das demais atividades que hoje são desenvolvidas pelo Charitas.
 
Vamos respeitar o nosso Estatuto que proíbe discussões políticas partidárias. Entretanto, continuaremos sensíveis ao ambiente que nos cerca, acompanhando os grandes temas nacionais e internacionais, através de palestras, de artigos nas nossas revistas ou de painéis. Tomaremos posições sempre que for necessário, defendendo a ética, as boas práticas, a justiça e o interesse do País, sempre atentos ao pulsar do coração do nosso quadro social.
 
Vamos continuar pretendendo ‘‘ser Marinha’’, mesmo sendo uma instituição privada. Agiremos sempre em harmonia com a Marinha do Brasil, recordando que nela reside a nossa própria razão de existir e que a ela somos ligados de forma indissolúvel.
 
Conto com a ajuda de todos! 
 
Eduardo Monteiro Lopes
Almirante de Esquadra (Ref) – Presidente do Clube Naval.
 
 

Despedida

No próximo 11 de junho deixarei a presidência do meu querido Clube Naval, exercida no biênio 2017/2019. Um feliz período que me acrescentou agradáveis recordações àquelas angariadas em mais de quarenta e quatro anos de serviço ativo na Marinha, ainda acrescidos de mais sete anos à frente da Procuradoria Especial da Marinha junto ao Tribunal Marítimo, organização de natureza civil, responsável pela fiscalização da lei nas águas jurisdicionais brasileiras, sob o comando direto do Comandante da Marinha, enquanto Autoridade Marítima Nacional.
 
Já no limiar dos meus oitenta anos, por decisão de foro íntimo, decidi não concorrer às eleições para o próximo Biênio administrativo do nosso maravilhoso Clube Naval, na certeza de que nossa associação estará conduzida, como tem sido no passado, por colegas que guardam os mesmos valores aprendidos em nossas escolas de formação.
 
O trabalho da nossa Chapa 10 - Nossos Valores - nada mais foi do que a continuação e o esforço para aperfeiçoar o legado que nos foi deixado pelos irmãos de armas que nos precederam na administração anterior, liderado pelo então Presidente DOBBIN, um caro amigo e mais um irmão que ganhei na Marinha.
  
Aos meus comandados da Diretoria, Conselho Diretor, Conselho Fiscal e funcionários civis - agradeço a laboriosa e leal colaboração. Ao meu sucessor, o eminente Almirante de Esquadra MONTEIRO LOPES, que deixa hoje a presidência do Conselho Diretor deste Biênio - 2017/2019 - auguro os melhores votos de continuadas felicidades à frente do nosso Clube Naval.
 
Que Deus guarde o Clube Naval e abençoe todos nós.
 
Rui da Fonseca Elia
Vice-Almirante (Ref) – Presidente do Clube Naval.
 
 

APOIO À MANIFESTAÇÃO do dia 26 de maio de 2019 (domingo), às 10h

O Clube Naval registra sua concordância com as manifestações que serão realizadas, em âmbito nacional, de forma ordeira e democrática, no dia 26 de maio (próximo domingo), às 10h, em apoio às medidas imprescindíveis à recuperação econômica e social do país, ressaltando, a exemplo, a reforma da previdência social, e o pacote anticrime proposto pelo Ministro da Justiça.

Tudo pela Pátria!

Rui da Fonseca Elia
Vice-Almirante (Ref) – Presidente do Clube Naval.

Mensagem de Páscoa

PÁSCOA,

O povo brasileiro, em todas as suas formas de manifestação religiosa, é essencialmente cristão. Creio que mesmo aqueles que não aderiram à mensagem cristã concordam que somente a verdade e a consistência do credo cristão podem justificar a permanência dos seus valores em todos os quadrantes da Terra há dois mil anos. Que esta Páscoa, dia em que a tradição da Igreja Católica, de mãos dadas com toda a cristandade, festeja a ressurreição do Senhor morto na cruz, seja fonte inspiradora de uma verdadeira renovação dos nossos hábitos políticos em prol do bem-comum do crédulo e sofrido povo brasileiro. 
 

Rui da Fonseca Elia
Vice-Almirante (Ref) – Presidente do Clube Naval.

 

Movimento Democrático de 31 de março de 1964

 

Movimento Democrático de 31 de março de 1964.

Divulgo para o Corpo Social do Clube a Ordem do Dia em “Homenagem ao Movimento Democrático de 31 de março de 1964”, assinada pelo Ministro da Defesa e pelos três Comandantes Militares (Marinha, Exército e Aeronáutica).

Vice-Almirante (Refº) Rui da Fonseca Elia
Presidente do Clube Naval

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Ordem do Dia Ausiva ao 31 de Março de 1964
Publicado: Quarta, 27 de Março de 2019, 17h00

Brasília, DF, 31 de março de 2019

As Forças Armadas participam da história da nossa gente, sempre alinhadas com as suas legítimas aspirações. O 31 de Março de 1964 foi um episódio simbólico dessa identificação, dando ensejo ao cumprimento da Constituição Federal de 1946, quando o Congresso Nacional, em 2 de abril, declarou a vacância do cargo de Presidente da República e realizou, no dia 11, a eleição indireta do Presidente Castello Branco, que tomou posse no dia 15.

Enxergar o Brasil daquela época em perspectiva histórica nos oferece a oportunidade de constatar a verdade e, principalmente, de exercitar o maior ativo humano - a capacidade de aprender.

Desde o início da formação da nacionalidade, ainda no período colonial, passando pelos processos de independência, de afirmação da soberania e de consolidação territorial, até a adoção do modelo republicano, o País vivenciou, com maior ou menor nível de conflitos, evolução civilizatória que o trouxe até o alvorecer do Século XX.

O início do século passado representou para a sociedade brasileira o despertar para os fenômenos da industrialização, da urbanização e da modernização, que haviam produzido desequilíbrios de poder, notadamente no continente europeu.

Como resultado do impacto político, econômico e social, a humanidade se viu envolvida na Primeira Guerra Mundial e assistiu ao avanço de ideologias totalitárias, em ambos os extremos do espectro ideológico. Como faces de uma mesma moeda, tanto o comunismo quanto o nazifascismo passaram a constituir as principais ameaças à liberdade e à democracia.

Contra esses radicalismos, o povo brasileiro teve que defender a democracia com seus cidadãos fardados. Em 1935, foram desarticulados os amotinados da Intentona Comunista. Na Segunda Guerra Mundial, foram derrotadas as forças do Eixo, com a participação da Marinha do Brasil, no patrulhamento do Atlântico Sul e Caribe; do Exército Brasileiro, com a Força Expedicionária Brasileira, nos campos de batalha da Itália; e da Força Aérea Brasileira, nos céus europeus.

A geração que empreendeu essa defesa dos ideais de liberdade, com o sacrifício de muitos brasileiros, voltaria a ser testada no pós-guerra. A polarização provocada pela Guerra Fria, entre as democracias e o bloco comunista, afetou todas as regiões do globo, provocando conflitos de natureza revolucionária no continente americano, a partir da década de 1950.

O 31 de março de 1964 estava inserido no ambiente da Guerra Fria, que se refletia pelo mundo e penetrava no País. As famílias no Brasil estavam alarmadas e colocaram-se em marcha. Diante de um cenário de graves convulsões, foi interrompida a escalada em direção ao totalitarismo. As Forças Armadas, atendendo ao clamor da ampla maioria da população e da imprensa brasileira, assumiram o papel de estabilização daquele processo.

Em 1979, um pacto de pacificação foi configurado na Lei da Anistia e viabilizou a transição para uma democracia que se estabeleceu definitiva e enriquecida com os aprendizados daqueles tempos difíceis. As lições aprendidas com a História foram transformadas em ensinamentos para as novas gerações. Como todo processo histórico, o período que se seguiu experimentou avanços.

As Forças Armadas, como instituições brasileiras, acompanharam essas mudanças. Em estrita observância ao regramento democrático, vêm mantendo o foco na sua missão constitucional e subordinadas ao poder constitucional, com o propósito de manter a paz e a estabilidade, para que as pessoas possam construir suas vidas.

Cinquenta e cinco anos passados, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica reconhecem o papel desempenhado por aqueles que, ao se depararem com os desafios próprios da época, agiram conforme os anseios da Nação Brasileira. Mais que isso, reafirmam o compromisso com a liberdade e a democracia, pelas quais têm lutado ao longo da História.

 

 

Fernando Azevedo e Silva
              Ministro de Estado da Defesa                                              

 

Alte. Esq. ILQUES BARBOSA JUNIOR     Comandante da Marinha

Gen Ex EDSON LEAL PUJOL
Comandante do Exército

 

Ten Brig Ar ANTONIO C. M. BERMUDEZ
Comandante da Aeronáutica

 

                                                  
                                                                                

 

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